Depois de um AVC, é comum se deparar com alguns desafios, tanto físicos como emocionais.

Mas, com o referenciamento correto e precoce, seguido da aderência, por parte do paciente, a um tratamento multidisciplinar assertivo, aliado a colaboração de uma rede de apoio, é possível voltar a se movimentar rumo a uma vida com mais autonomia e qualidade1.

O que é AVC?

Popularmente conhecido como derrame, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) acomete, todos os anos, mais de 230 mil pessoas no Brasil, sendo a principal causa de mortes no país, além de ser um dos principais motivos para incapacidade no mundo²⁻³.

Caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo em uma parte do cérebro, resultando na falta de oxigenação das células cerebrais, com potencial dano em sua composição e função⁴.

Existem dois principais tipos de AVC⁴⁻⁷:

AVC ISQUÊMICO

Tipo mais comum, ocorre quando um coágulo, que pode se formar em uma artéria cerebral ou em outra parte do corpo, bloqueia um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro⁴⁻⁷.

AVC Hemorrágico

Tipo mais grave, acontece quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, causando sangramento no tecido cerebral. Pode ser causado por condições como hipertensão arterial ou aneurismas⁴⁻⁷.

Após um AVC, cada ação importa

Contar com um encaminhamento médico precoce e assertivo para um neurologista ou fisiatra, a fim de que esse profissional avalie o caso e direcione o tratamento ideal, é o caminho para mais autonomia, qualidade de vida e a liberdade de se mover com confiança.

É preciso ter atenção aos sinais do AVC!⁴⁻⁸

Fraqueza ou dormência:

Especialmente em um lado do corpo, afetando o rosto, braço ou perna.

Dificuldade para falar ou entender:

Confusão súbita, dificuldade para articular palavras ou entender o que está sendo dito, com alteração da mobilidade de olhos e boca.

Problemas visuais

Visão turva ou perda de visão em um/ambos os olhos.

Dor de cabeça intensa

Especialmente se vier acompanhada de náuseas, vômitos ou perda de consciência.

Dificuldade para caminhar

Falta de coordenação ou tontura.

Atenção!

Quando o assunto é AVC, reconhecer os sinais de forma rápida e precisa é crucial para buscar atendimento médico! O diagnóstico é feito em uma combinação entre avaliação clínica e exames de imagem⁴⁻⁸.

Reabilitar para conquistar!

O caminho para a recuperação pós-AVC começa no hospital, a partir de um referenciamento precoce seguido do diagnóstico correto e direcionamento do paciente à reabilitação, que pode ser conduzida por diferentes profissionais de saúde, incluindo diversas abordagens e procedimentos⁴⁻⁶.

A espasticidade, uma das principais sequelas do AVC, afeta 1 a cada 3 pacientes que passaram por um derrame10.

Caracterizada pelo enrijecimento involuntário dos músculos, a condição dificulta os movimentos e pode causar dor. Por isso, o reconhecimento precoce dos seus sinais e acompanhamento são essenciais¹¹.

Devido às sequelas, aproximadamente 70% das pessoas não retornam ao trabalho/atividades do dia a dia após um derrame. Além disso, 50% acabam ficando dependentes de cuidadores para realizar tarefas do dia a dia³. Por isso, é fundamental...

...reabilitar para conquistar!

Conhecendo melhor a espasticidade

Caracterizada pelo aumento do tônus muscular ou contração muscular excessiva e incapacidade de controlar movimentos, a espasticidade pode surgir até um ano após o AVC, especialmente se a pessoa acometida não for encaminhada para um(a) neurologista e/ou fisiatra que a conectará à reabilitação¹².

Os efeitos da espasticidade incluem¹²:

Dedos, braços ou pernas rígidos

Movimentos involuntários

Contratura que pode causar dor ou desconforto

Deformidade muscular e articular ao longo do tempo

Avaliação e acompanhamento

A avaliação e acompanhamento de um(a) médico(a) é essencial para a identificação dos sintomas e condução do tratamento mais adequado, que será traçado de acordo com o caso e normalmente envolve uma abordagem multidisciplinar⁹.

Quanto mais completa a equipe multidisciplinar e quanto mais aderente o paciente for ao seu tratamento, melhores serão os resultados⁹.

Como prevenir um novo AVC?

É importante adotar um estilo de vida saudável, que pode contar com pequenas atitudes como:

  • Manter uma alimentação balanceada
  • Praticar exercícios regularmente
  • Controlar a pressão arterial e o colesterol
  • Evitar o consumo de álcool e o tabagismo
  • Controlar o diabetes e outras condições crônicas
  • Realizar check-ups regulares para monitorar sua saúde cardiovascular⁴⁻⁶.

A reabilitação pós-AVC pode ser um desafio, mas cada dia é uma nova oportunidade de avançar. Com o apoio certo, é possível conquistar autonomia e retomar o controle da sua vida⁴⁻⁶.

"Eu sempre fui uma estudante muito dedicada, era uma atleta também, quando a minha vida mudou completamente. Atividades que você não precisa nem pensar para realizar, eu tive que reaprender, como deglutir e até mesmo respirar. A reabilitação precoce e constante foi o ponto chave para ótima recuperação que eu tive."
Médica graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, que sofreu um AVC aos 21 anos e hoje está se especializando em radiografia

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